Com naves e robô de 5 metros, garotada descobre quintal cheio de transformers

Pablo Oliveira mudou o ponto de vista do que é lixo e resolveu transformar peças descartadas em máquinas futuristas para diversão

| CAARAPó ONLINE/ALANA PORTELA


Com naves e robô de cinco metros, Pablo Oliveira agora tem “transformers” de sucatas. Ele já foi matéria aqui no Lado B por conta do parque que construiu em casa, mas anda aprimorando a brincadeira com o que era lixo. “Ganhei a estrutura de uma escola de samba. Era de carro alegórico, revitalizei e fui criando com coisas que tinha em casa. Aqui é onde o pessoal do pedal passa, e queria que parasse para admirar o local”, explica.

Ele mora no bairro Portal da Lagoa, onde tem um sítio de 10x25 m² e cobra a entrada de R$5 para as visitas. Ontem, o inventor recebeu os alunos da Escola Estadual Vespasiano Martins no seu 'Quintal Aventura'. De longe, o local desperta curiosidade, com o robô gigante, feito com lataria de carro e que toca música. Do lado, uma nave flutuante, criada com cadeira de musculação que foi descartada.

Vários objetos considerados “lixos” viraram criações futuristas e chamam atenção pela peculiaridade. Até o guidão de bicicleta se transformou numa astronave que gira, com direito a capacete e tudo. “São balanços futuristas, e tanto crianças quanto os adultos entram na brincadeira, por imaginar que estão num cenário de guerra. Todas as naves são de guerra, coloquei um bastão para dar tiros”, conta o inventor. A astronave foi feita a partir de lataria, faróis de carros e até quadro de bicicleta foi instalado para os visitantes subirem e girar, como se estivessem flutuando.

São cerca de dez máquinas no quintal. Assim que o visitante entra no local, dá de cara com o primeiro robô, feito com pedaços de manequins. “Todos os robôs têm bluetooth, é só gravar a voz que ele fala”, diz Pablo.

Ele é formado em Filosofia, mas gosta mesmo é de inventar coisas. Assiste muitos filmes de ficção, e faz pesquisas na internet para transformar bugiganga em máquina. “As peças pego de pessoas que catam recicláveis, compro em ferro velho. Em dois dias consigo montar algo com as coisas”.

Tem até canhões futuristas para os visitantes atirarem em segurança. “Compro em casas de fogos. Tem de 10, 15 e 30 tiros e todas as naves têm o cano de encaixe desse bastão de bolinhas de fogo. É um buscapé sem pólvora, uso como motor propulsor das pequenas aeronaves presas em fio”, explica Pablo.

.

.

Crystian Daniel Esquivel de Farias, 17 anos, teve a ideia de levar os colegas de sala até o quintal. “Vim uma vez aqui. O robô maior me chamou atenção, parece que o que é lixo pra nós, Pablo dá outra cara. Quando era pequeno, fazia carrinhos com cartela de ovo, e depois que conheci o local, fiz uma boneca de garrafa para minha irmã. A tampa do amaciante virou chapéu, o frasco o corpo e usei uma bola de isopor para a cabeça. Ela achou legal e brinca com o presente”, conta.

Desde que conheceu o espaço, Crystian mudou a maneira de ver os materiais. “Normalmente jogava fora ou colocava pra reciclagem, hoje faço brinquedos pra minha irmã”, destaca.



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE