Aeronaútica monta acampamento para equipe de Brasília investigar queda de avião

| ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS


Militares no local onde aeronave caiu em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)

Equipes de Brasília da Força Aérea já estão em Campo Grande e começam bem cedo a analisar o que provocou a queda de um caça modelo Tucano A-29, conhecido como Super Tucano. A aeronave em pane caiu por volta das 11 horas da manhã de ontem na Capital, em fazenda no Anel Viário, localizada nos fundos do Coophavilla 2 e Santa Emília.

A Aeronáutica montou acampamento na área para evitar a entrada de civis e preservar o ponto de choque, assim como as condições do que sobrou do avião.

O comando segue em silêncio, sem detalhar as suspeitas sobre o que pode ter provocado o acidente.

O Comando da Aeronáutica informa que um piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) ejetou-se, nesta segunda-feira (13/09), nas proximidades de Campo Grande (MS), após detectar uma falha técnica na aeronave de caça A-29 Super Tucano durante voo de treinamento. A aeronave foi direcionada a uma região desabitada, onde colidiu com o solo.

Informações extra-oficiais indicam que o piloto é 1º tenente, de 24 anos. Ele foi resgatado por um helicóptero H-60 Black Hawk do Esquadrão Pelicano (2º/10° GAV), passa bem e recebe acompanhamento médico.

Esse tipo de aeronave é usada pela Esquadrilha da Fumaça ou para vigilância da fronteira. Para ambos os casos, é exigida experiência de, no minimo 1.000 horas de voo, sendo 500 como instrutor.

Segundo a Força Aérea do Brasil, o A-29 Super Tucano já é usado há 17 anos em missões no País. É uma aeronave monomotor, turboélice, com precisão na navegação e ataque, com a vantagem de ter baixo custo de operação.

Em Campo Grande, é pilotado por militares do Esquadrão Flecha. è um equipamento elogiado para treinamentos porque possibilita acesso aos equipamentos especiais da aeronave, com uso de óculos de visão noturna e sensor de visão infravermelho.

Ainda conforme a FAB, 'o A-29 se fez presente em diversas operações de defesa do espaço aéreo, como nos grandes eventos ocorridos no Brasil, entre eles a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos Rio 2016. Além disso, participa da defesa aérea das fronteiras brasileiras e da interceptação de aeronaves ilícitas na região Amazônica'.