Governador rebate Bolsonaro e diz que preço dos combustíveis depende da Petrobras

| TANAMíDIA NAVIRAí /


O govenador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), rebateu nesta segunda-feira (30) a recente crítica feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que culpou os governadores pela alta dos preços dos combustíveis. 

Durante agenda em Dourados para entrega de obras, o chefe do Executivo estadual garantiu que sua gestão foi sensível a essa pauta, com redução das alíquotas de ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). 

“Quem regula o preço dos combustíveis no Brasil chama Petrobras e nunca se aumentou tanto, porque é atrelado ao dólar. Quando o dólar dispara e sai de R$ 3,20 para R$ 5,40, R$ 5,50, é o preço que estamos pagando hoje”, afirmou. “Não adianta empurrar para baixo do tapete, é dizer que a Petrobras aumenta gradativamente toda semana o preço da gasolina, gás de cozinha e diesel, e isso está impactando o consumidor”, prosseguiu. 

Azambuja garantiu que a culpa não é do ICMS. “O percentual do ICMS na litragem é muito pequeno em relação ao preço da Petrobras. Ela teve lucro de R$ 40 bilhões. Agora, isso é uma decisão política. Eu não quero dizer se o presidente vai ter que intervir ou não na Petrobras para diminuir o lucro. Mas nós em Mato Grosso do Sul fizemos nossa parte, reduzimos ICMS do Diesel de 17% para 12%, o menor do Brasil, do Álcool, de 25% para 20%, e aumentamos da Gasolina de 25% por 30%, porque somos Estado produtor de álcool, energia limpa”, pontuou. 

Mesmo assim, o governador sul-mato-grossense evitou polemizar o assunto e defendeu caber aos governantes “distensionar o ambiente da briga política e pensar que o país precisa da unidade para podermos avançar em pautas importantes para o Brasil”. 

Nesse aspecto, Azambuja adiantou que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), marcou para quinta-feira uma audiência com os governadores. Além disso, informou ter conversando com o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), sobre agenda com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux. 

“Acho que agora cabe a nós sentarmos à mesa e colocarmos as pautas de interesse do Brasil. Estamos num momento que temos que distensionar a agenda do Brasil, olhar uma agenda positiva das reformas estruturantes, reforma fiscal, ampla reforma tributária que o Brasil precisa”, defendeu. 

Azambuja detalhou ainda que os governadores já colocaram a posição favorável à mudança tributária no país. “Fomos favoráveis a unificação do ICMS, ISS Pis e Cofins em imposto único. Essa pauta está no Congresso, precisamos saber se ela vai ter condições de andar com essa contaminação da agenda política e tensionamento dos poderes”, finalizou.