'Filhos da Pátria': Elenco revela o que mudou nos personagens da nova temporada

Na segunda temporada da série que estreia nesta terça-feira, 8/10, personagens vivem em 1930


De 1822, após a independência do Brasil, a 1930, no início da Era Vargas. É um século à frente que os personagens de Filhos da Pátria vivem na segunda temporada da série, que vem com tudo nesta terça-feira, 8/10.

Entenda a trama da nova temporada

Apesar da mudança da época, os personagens mantêm suas personalidades e excentricidades da primeira temporada, com algumas diferenças para se adequarem ao momento histórico, político e cultural em que vivem. O elenco adianta o que mudou e o que permanece igual. Entenda!

Geraldo (Alexandre Nero), Maria Teresa (Fernanda Torres) e Pacheco (Matheus Nachtergaele)

Na primeira temporada:

Em 1822, Geraldo havia nascido em Portugal, era um homem do bem, solícito e trabalhava no Paço Imperial intermediando as relações entre Brasil e Portugal. Imediatamente após a Independência, ele começava a se sentir ameaçado de perder o cargo oficial que ocupava por ter nascido em terras lusas. Aos poucos, ele foi perdendo prestígio e precisou lidar com os “novos esquemas' no trabalho. Já Maria Teresa era a esposa de Geraldo, uma mulher materialista e alpinista social. Apaixonada pelo marido, ela sonhava com o dia em que ele iria despertar e se impor profissional e socialmente. Fruto de seu tempo, Maria Teresa sempre foi obcecada pelos modos e tradições da alta sociedade.

Enquanto isso... Pacheco era o parceiro de profissão de Geraldo. Um crápula. Vivia rondando o amigo e pedindo – ou melhor, intimando – o pobre coitado a participar das tramoias mais escusas com os recursos públicos em benefício da “nobreza' carioca.

Na segunda temporada:

Já em 1930, Geraldo é o patriarca dos Bulhosa. Pai amoroso e preocupado com o bem-estar da esposa e dos filhos, é um pacato – e apagado – funcionário público do Palácio do Catete. Sem grande desenvoltura ou ideais, se vê levado a abandonar seus poucos princípios éticos para sobreviver às pressões que o ambiente de trabalho lhe impõe. De oprimido passa, com o tempo, a opressor e até começa a se sentir merecedor de um “por fora', para alegria de Maria Teresa, sua mulher. Obcecada por fazer parte da alta sociedade, ela acredita que as mudanças trazidas pela Revolução podem lhe dar a oportunidade de ascender socialmente. Deslumbrada com os recém-chegados militares gaúchos, Maria Teresa torna-se admiradora fanática e defensora ferrenha de valores que nem sabe bem o que significam. Elitista, deslumbrada e sem-noção, abusa da hipocrisia para parecer uma boa pessoa.

Pacheco, no entanto, agora é funcionário do alto escalão do Palácio do Catete e é quem leva Geraldo à sede do governo com um principal objetivo: queimar os arquivos públicos, ateando fogo à memória oficial.

Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux)

Na primeira temporada:

Geraldinho era o primogênito de Geraldo e Maria Teresa. Sem noção, inconsequente e analfabeto, ele sempre foi um amante da subversão ideológica e acreditava piamente em suas ideias revolucionárias, mas mal sabia cuidar do próprio nariz. Já Catarina era idealista, feminista e sonhadora, desejava ser dona do próprio nariz, do próprio sustento, da própria vida. Encantada com o desprendimento e a irreverência dos negros escravizados e pela liberdade e autonomia das cortesãs cariocas, Catarina vivia em conflito entre suas aspirações pessoais e suas obrigações familiares, entre seu desejo por independência e os confortos da vida burguesa.

Na segunda temporada:

O filho primogênito da família, Geraldinho, continua inconsequente na segunda temporada da série. Tolo e ignorante, é amante da subversão ideológica. Tenta dançar conforme a música, mas sempre em busca de conseguir as coisas mais facilmente. “Matador de aulas' profissional tem, entre seus objetivos, ser um rapaz galanteador e conquistar muitas garotas. Sem sucesso no quesito namoradas e sem a menor ideia de como aproveitar a vida, vai se frustrando com suas inaptidões. Já Catarina, a filha caçula dos Bulhosa, retorna de um período de estudos em São Paulo. Volta modernista, mais liberta e feminista. No Rio de Janeiro, perto da família, vai se desdobrar para dar vazão à sua vocação literária, encarando os preconceitos do dia a dia, tanto em casa quanto no trabalho.

Domingos (Serjão Loroza) e Lucélia (Jéssica Ellen)

Na primeira temporada:

Escrava doméstica dos Bulhosa, Lucélia era a espinha moral da família – dona de um senso incorruptível de justiça, era amável e compreensiva com os jovens patrões Catarina e Geraldinho e apoiadora e prestativa com Geraldo e Maria Teresa. Sagaz, aproveitou as aulas particulares dadas a Geraldinho para aprender a ler e escrever. Conformada com o sistema escravocrata, não repudiava os “donos', e, trabalhadeira, optava por juntar os centavos que ganhava para, um dia, comprar sua alforria e viver de acordo com sua própria vontade.

Antigo escravo da família, Domingos já não dava conta dos serviços braçais que lhe eram requeridos, mas deteve um lugar cativo no coração dos Bulhosa e permanecia no lar. Extremamente observador, vivia sendo alvo de piadas e comentários insensíveis da patroa, embora obedecesse às ordens que recebia sem muito questionamento, frequentemente tornando óbvias as sandices e idiotices dos patrões – um humor inteligente e sagaz, próprio dos sábios.

Na segunda temporada:

Lucélia ressurge na década de 1930 como a empregada doméstica dos Bulhosa. Peça fundamental para o bom funcionamento da casa da família, sua sensatez lhe faz ser, muitas vezes, a voz da razão naquele ambiente. Mesmo ouvindo atrocidades da patroa, Maria Teresa, Lucélia se mantém amorosa e paciente. A relação que tem com Geraldinho e, principalmente, com Catarina, é de amizade e parceria. Com os avanços sociais trazidos pela Revolução e o surgimento das leis trabalhistas, Lucélia passa a nutrir esperanças em se formar professora. Para isso, se desdobra: além do trabalho na casa dos Bulhosa, faz bolos e quitutes para vender e estuda à noite.

Domingos agora é o padrinho de Lucélia. Por décadas trabalhou como operário, mas foi uma das vítimas das demissões em massa decorrentes da crise econômica de 1929. Com o desemprego, começou a fazer bicos e a viver da venda de seus sambas. Talentoso, porém pouco ambicioso, nunca foi valorizado artisticamente, aceitando que suas canções fossem sempre subfaturadas.

Já ficou com gostinho de quero mais? Confira o clipe da série e tenha uma prévia do que vem por aí:

Filhos da Pátria, é uma série escrita e criada por Bruno Mazzeo, com direção artística de Felipe Joffily e direção geral de Henrique Sauer, que estreia na Globo no dia 08 de outubro.