Decisões de Ceni pesam em sua avaliação, e Flamengo estuda nomes para próxima temporada

Cenário atual é de que o técnico seja mantido apenas até o fim do Brasileiro, e que só o título poderia ter a força de mudar o rumo de seu destino no clube

| GLOBOESPORTE.COM / FRED HUBER


Após a derrota do Flamengo por 2 a 1 para o Athletico, domingo, em Curitiba, os questionamentos sobre o trabalho de Rogério Ceni voltaram com força e reforçaram um diagnóstico. Existem alas divergentes no clube, mas o cenário traçado é de que ele permaneça até o fim do Brasileiro e que depois aconteça uma mudança no comando do time. Nomes já são estudados.

Com apenas sete jogos a disputar, uma troca agora seria muito complicada, apesar de o custo para rescisão ser baixo. Apenas uma conquista de título poderia ter a força para mudar o destino de Ceni.

A contratação de Rogério foi considerada uma aposta em um treinador promissor. No dia a dia no Ninho do Urubu ele comprovou seu trabalho sério e incansável, mas a sensação é de que, apesar de todos gostarem dele, o casamento não funcionou do jeito imaginado. A percepção é de que ainda não está à altura do que almeja o Flamengo.

Pesam contra ele algumas decisões consideradas equivocadas, seja na escalação ou nas mudanças durante a partida. Ter colocado o goleiro César na equipe titular no duelo com o Ceará foi um dos exemplos utilizados nesta avaliação interna. As alterações durante a derrota para o Athletico também não foram bem vistas.

O relacionamento de Ceni com o elenco, no entanto, é avaliado como bom. Os jogadores relatam gostar dos treinamentos e da filosofia implementada por sua comissão.

Gabigol reforça explicação de Ceni após substituição contra o Furacão

Na derrota de domingo, Gabigol foi substituído e esbravejou no banco. A repercussão da imagem como se fosse uma discussão com o técnico incomodou o atacante. Ele ratificou a pessoas próximas a versão de Ceni de que eles apenas conversaram, sem alterar o tom, sobre questões referentes ao jogo, sem qualquer atrito.

Com esta validade curta desenhada, nomes já são estudados para o futuro. E não faltam opções oferecidas de treinadores brasileiros e estrangeiros. Atualmente no Vasco, Luxemburgo teve o nome citado em reunião após a derrota para o Ceará, mas foi logo rechaçado por ser considerado "para tiro curto" e não para um trabalho mais longo. O treinador não faz parte dos planos e nem está na pauta do Flamengo no momento.

O Flamengo ainda disputa mais sete jogos no Brasileiro. Sete oportunidades para Ceni tentar mudar o rumo de sua trajetória no clube. Na próxima quinta-feira, a equipe enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre, na partida adiada da 23ª rodada.