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11 de Maio de 2018 às 09h15min
Walcyr Carrasco elogia Erika Januza em “O outro lado do paraíso”: “Uma protagonista”

Extra

                      Erika Januza foi elogiada pelo autor Walcyr Carrasco Foto: Raquel Cunha

 

Aos mocinhos, o clássico “que sejam felizes para sempre”. Para a turma do mal, punição exemplar. Sem fugir da mensagem de que “tudo o que você faz um dia volta pra você”, o autor Walcyr Carrasco se despede hoje de “O outro lado do paraíso” comemorando o sucesso de audiência da sua trama. No último capítulo, o público verá o casamento de Clara (Bianca Bin) e Patrick (Thiago Fragoso) e o sofrimento da vilã Sophia (Marieta Severo). Presa num hospício, ela prova o mesmo veneno que fez a heroína experimentar logo no início da história.

— O maior acerto de “O outro lado do paraíso” foi apostar num estilo de novela que andava em desuso, o melodrama absoluto, com temas atuais e marcantes para a sociedade, como a violência contra a mulher, o abuso sexual e a doação de órgãos — diz Walcyr Carrasco.

 

Clara voltou a Palmas para se vingar de seus inimigos

Clara voltou a Palmas para se vingar de seus inimigos Foto: Raquel Cunha/Rede Globo/Divulgação

 

Personificação da luta contra o racismo, outra bandeira levantada na trama, Erika Januza caiu nas graças do autor:

— Não faço a avaliação dos que mais se destacaram, mas Erika foi realmente uma protagonista, belíssima e sensível.

No balanço final de “O outro lado do paraíso”, Carrasco não entende o motivo das críticas sobre Lívia (Grazi Massafera), anunciada como vilã, não ter praticado maldades em série:

— Nunca disse que Grazi seria a vilã da novela. Esse era o papel de Marieta. Lívia pode ter ajudado a mãe no início da história, mas fez isso por amor a Tomaz (Vitor Figueiredo).

 

Laura foi abusada pelo padrasto em “O outro lado do paraíso”

Laura foi abusada pelo padrasto em “O outro lado do paraíso” Foto: Raquel Cunha/Rede Globo/Divulgação

 

Lobo em pele de cordeiro foi Renato (Rafael Cardoso), que começou como bonzinho e chega ao fim morto após se revelar uma pessoa capaz de atitudes monstruosas.

— Já com Renato vivi várias possibilidades. Era um psicopata que se transformava para alcançar seus objetivos — resume o novelista

Sobe

Clara pisou na cara da sociedade de Palmas ao voltar poderosa para se vingar de todos que lhe fizeram mal. Ponto também para a ambientação da história em Tocantins, com destaque para imagens lindas do Jalapão.

Uma trama que reúne Fernanda Montenegro, Juca de Oliveira, Laura Cardoso, Lima Duarte e Nathalia Timberg merece aplausos.

A sequência do julgamento de Vinícius (Flávio Tolezani), o delegado abusador da novela, foi emocionante. Destaque para a dor estampada no rosto de Bella Piero, perfeita no papel da vítima, Laura.

Foi um acerto apresentar Renato como mocinho para só revelar na segunda metade da história a sua identidade perversa. Rafael Cardoso enganou o público direitinho.

O núcleo do bordel funcionou ao levar leveza, beleza e sensualidade à trama sem se ausentar dos momentos dramáticos. As histórias de amor das meninas foram um charme à parte.

 

Beth foi um dos destaques da novela das nove

Beth foi um dos destaques da novela das nove Foto: Marilia Cabral/Rede Globo/Divulgação

 

Gloria Pires reinou absoluta na pele de uma personagem inverossímil. Desgraças aconteceram com Elizabeth de forma sucessiva sem que a atriz perdesse a naturalidade.

Desce

Difícil acreditar que Sophia conseguiria fazer tantas vítimas a tesouradas sem levantar suspeitas. E mais: um homem forte como Rato (César Ferrario) não teria problema em dominar a assassina e evitar sua morte.

 

As tesouradas de Sophia não convenceram

As tesouradas de Sophia não convenceram Foto: Mauricio Fidalgo/Rede Globo/Divulgação

 

Foi perdida a oportunidade de abordar com seriedade o dilema de Samuel (Eriberto Leão), que foi “tirado do armário” por Clara. As cenas com Suzy (Ellen Rocche), Cido (Rafael Zulu) e Adnéia (Ana Lúcia Torre) foram quase sempre patéticas.

O salão de beleza prometia ser o point cômico da novela. Mas o núcleo ficou muito aquém do esperado e seus personagens quase não tiveram função na trama.

Havia alguma necessidade de Aura (Tainá Müller) existir? Na prática, não. A personagem não disse a que veio, e sua intérprete não teve oportunidade de mostrar um bom trabalho.

Os rumos que Lívia tomou na história não permitiram que o público visse Grazi Massafera no papel de vilã. Pena.

Nádia (Eliane Giardini) é preconceituosa e corrupta. Mas, de fato, nada de mau lhe aconteceu. A impunidade foi um péssimo exemplo.


 
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